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Just Saying

Blog pessoal

29
Mar16

Que bom que era...

Já sentiste a necessidade de estares completamente sozinha? De te afastares de toda a gente e de desaparecer?! Não para sempre mas por algumas semanas ou meses. A necessidade de respirar por alguns instantes sem que te condenem por simplesmente seres tu, a vontade de estar em paz, de conhecer o mundo, de sair daquele mundinho que te sufoca todos os santos dias e de te afastares de toda a gente que te faz perder o Norte, essa necessidade que cresce a cada dia que passa.

 

Não era bom teres uma segunda chance? Só mais uma chance de recomeçares a tua vida, de tomares melhores decisões, de seguires outro caminho... Uma chance para mudares tudo.

 

Que bom que era não teres mais de fingir que estás bem e esconderes por detrás de um sorriso toda a tua dor. Que bom que era teres vontade para ir á luta, para não desistires, para conquistares os teus sonhos. Que bom que era acordares em outro lugar com a disposição de saíres da cama e de te arranjares, não para alguém mas para ti mesma. Somente para te sentires bonita, para te sentires viva. Mais viva que nunca. Que bom que era seres tu. Que bom que era não teres mais ninguém a querer discutir e a querer te dizer mil e uma coisas que te fazem sentir como lixo quando tudo aquilo que tu querias era paz. Que bom que era se as tuas decisões não magoassem ninguém e que bom que era não teres de estar constantemente presa.

 

Que bom que era o silêncio, a calma, o amor, a auto-estima, a força, a vontade de viver, a distância, o reencontro...

Que bom que era...

25
Mar16

Serenidade

Odeio a chuva.

Odeio a chuva que nos corta a comunicação.

Odeio a chuva que me impede de te desfrutar.

Odeio-a porque me impede de desabafar contigo que mesmo sem dizeres uma única palavra me transmites paz e a sensação de alívio que sempre procuro em ti.

 

Sempre que me vejo triste corro até ti, sento-me na tua areia, desfruto das tuas ondas, e fico ali, parada, só a olhar para esse teu imenso mar em que me perco e que tantas vezes ouviu os meus desabafos. E de todas essas vezes desejei ficar ali para sempre a te contemplar, e sabes porquê? Porque és o melhor e o mais lindo lugar do mundo.

 

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18
Mar16

Literatura #1 - Flor do Deserto, Waris Dirie

Hoje tenho para vos sugerir um livro. É escrito por Waris Dirie, e nele ela conta parte da sua história de vida.

 

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Li o livro rapidamente porque fiquei presa naquela história, na sua história, na história de tantas outras mulheres com a mesma cultura que ela. Admito que ouve coisas que até me custaram ler por saber que aconteceram de verdade.

 Waris Dirie nasceu na Somália, país localizado na África, com uma cultura peculiar. Cultura esta que tem como costume submeter as raparigas somalis, a partir de uma certa idade, à mutilação genital. A autora do livro com apenas cinco anos viveu esta realidade, e uns anos mais tarde, já perto da adolescência, o seu pai negoceia com um homem a troca dela por cinco camelos (sim, é verdade), e a partir daí Waris dá um novo rumo á sua vida!

Foge para Londres depois de uma longa viagem pelo deserto e é descoberta por um fotógrafo de moda. A partir daí a sua vida mudou radicalmente e torna-se uma top model internacional e porta voz das Nações Unidas para defender os direitos das mulheres em África. 

 

Há milhões de mulheres por todo o mundo que sofrem devido ao que a cultura delas pratica... Actos de violência, actos obscenos... Há lugares em que nós mulheres somos tratadas como seres inferiores, frágeis, em alguns países até mesmo como lixo. Acho que chega disso. Nós não somos um ser frágil, somos fortes, lutadoras, trabalhadoras, somos mães, irmãs, filhas, somos pessoas. E todas as pessoas, em todo o mundo, deviam ser tratadas como isso mesmo, pessoas, seres vivos, que merecem ter o poder de escolha e que merecem uma porta para a felicidade. Waris é o exemplo disso!

 

Curiosidade: Existe o filme Flor do deserto baseado na história dela.

 

 

 

03
Mar16

Um Pouco de Ti.

Sonhei contigo. Sonhei com o que poderia ter sido mas que simplesmente não era para ser.

 

Naquelas horas, ou minutos, recordei passeios, conversas, sorrisos, abraços, palavras, momentos. 

Recordei o teu cheiro,  teu toque, recordei-te. 

Recordei uma, duas, três vezes e mais umas quantas. 

Recordei e senti uma saudade maldita que tende a aparecer volta e meia para me baralhar os pensamentos. 

Recordei até doer. 

 

Maldito cérebro, coleccionador de memórias que não se controla e tende a querer lembrar-nos do que pensávamos já ter esquecido. Um filme em câmara lenta que eu poderia rebobinar mil vezes que jamais me iria sentir culpada. Este é o poder das memórias.

 

E aí, surge a pergunta que me assombra todas as vezes que olho para ti: "Porquê?" . 

Um porquê de muitas coisas, a pergunta mais básica e no entanto com mil sentidos.

Sei bem que nunca irei obter resposta, mas para te ser sincera não acho que precise. Não foi, não tinha de ser, e nunca mais dei cabo dos meus neurónios a tentar encontrar uma explicação.

 

Porém, ficou um pouco de ti em tudo.

E eu, só queria ter tido mais um pouco. Um pouco do que eu sozinha sentia.

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